Logo Unser Heim
Índices

Novo cálculo derruba o CUB

Adaptar o cálculo dos custos da construção à nova realidade do setor, com diferentes materiais utilizados e modernos processos construtivos. Esse é o principal objetivo da mudança nas regras que determinam o Custo Unitário Básico (CUB) da Construção Civil no Brasil – índice que mede o valor do metro quadrado de uma construção. O novo cálculo, feito pelos sindicatos da indústria da construção de cada estado e regulamentado pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), por meio da NBR12.721/06, entrou em vigor em 1.º de fevereiro deste ano.

O que muda

Confira quais foram as principais alterações feitas pela ABNT para o novo cálculo do Custo Unitário Básico no Brasil:

CUB/99

• Regulamentado pela norma técnica NBR12.721/99.
• Em vigor de 1999 a janeiro de 2007.
• Calculava apenas mão-de-obra e seus encargos e materiais
• Ao todo eram definidos 48 projetos de construção de edifícios e imóveis de um pavimento, ambos residenciais e comerciais.

CUB/06

• Regulamentado pela norma técnica NBR12.721/06.
• Entrou em vigor em fevereiro de 2007.
• Inclui no cálculo despesas com equipamentos e administrativas, além de mão-de-obra e novos materiais – em substituição aos que não estão mais em uso.
• Ao todo são 17 projetos de construção de edifícios e imóveis de um pavimento, residenciais e comerciais.

A partir da norma, o valor do CUB no Paraná sofreu uma expressiva diminuição: de R$ 888, 45 (em janeiro, ainda com o método antigo) para R$ 671,56 (em fevereiro, quando foi adotado o novo cálculo). Segundo o vice-presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado do Paraná (Sinduscon-PR), Hamilton Pinheiro Franck, isso aconteceu devido à defasagem que o cálculo antigo acumulou nos últimos anos, deixando o CUB fora da realidade das construções. Com isso, os novos valores tendem a apresentar um custo mais baixo para o metro quadrado construído no Estado.

De acordo com Franck, o setor da construção acompanhou o surgimento de novas tecnologias e materiais. Houve também evolução no processo construtivo e esforço do setor para uma maior produtividade. “O método anterior já não contemplava as técnicas que são empregadas hoje. Chegou-se a um ponto em que era necessário a criação de novos projetos e inclusão de novos fatores e materiais na determinação do CUB. Por isso houve essa mudança”, explica Franck. Entre as principais alterações no cálculo estão a inclusão de despesas administrativas e gastos com equipamentos, além de substituição de materiais em desuso por novos itens.

O vice-presidente acredita, no entanto, que apesar da alteração nos valores de base do metro quadrado, a exemplo deste mês, a nova fórmula não acarretará em grande diferença nas variações de custo – que são utilizadas para reajustes de contrato e preços de venda. O resultado do CUB no Paraná, referente a fevereiro, acompanhou a alta que ele já vinha sofrendo em meses anteriores, em torno de 0,10%.

Para a adaptação de todo setor ao novo CUB, os sindicatos de diversos estados brasileiros divulgarão nos próximos meses a variação do custo do metro quadrado de todos os projetos-padrão também pela norma anterior. No Paraná, esse resultado deve ser mostrado ainda em abril e maio. A partir daí, somente o CUB calculado pela nova regra será divulgado.

O índice é aplicado nas vendas

Excluídos  

Conheça alguns dos itens que, segundo as novas normas, não são levados em consideração no cálculo do CUB:

Parte das estruturação: como fundações, submuramentos e aterramento do terreno.

Alguns equipamentos e instalações: como fogões, aquecedores, bombas de recalque, incineração, ar-condicionado, ventilação e calefação.

Obras e serviços complementares
: como urbanização, recreação e ajardinamento.

Taxas: como impostos, despesas cartorárias e projetos especiais.

Embora reflita o preço de diversos imóveis dos mais variados tipos, o vice-presidente do Sinduscon-PR, Hamilton Pinheiro Franck, destaca que o CUB é apenas um demonstrativo. “Para quem vai construir sua residência, não tem grande influência, pois o custo real só é determinado pelo orçamento de seu verdadeiro projeto”, avalia. Segundo o vice-presidente, o CUB tem como função refletir as variações mensais de custos do setor. “Ele é mais utilizado como índice setorial, mas pode afetar o bolso do consumidor”, alerta. A variação é utilizada na venda de imóveis em fase de construção – como método de correção monetária, pois a lei obriga que ela seja feita por um índice setorial –, na venda de imóveis já construídos e reajustes de contratos de locação – desde que haja acordo entre as duas partes para a utilização.

O CUB é um índice que calcula o valor médio gasto para cada metro quadrado da construção. Esse cálculo se baseia em projetos predefinidos pela ABNT – de edifícios e imóveis de um pavimento, ambos residenciais e comerciais –, que são orçados mês a mês com objetivo de avaliar a variação de preços para a Construção Civil.

Ao todo, pela nova norma, são 17 projetos estudados e que valem para todo o país. Os resultados são divulgados para cada um dos projetos. Os sindicatos, porém, têm autonomia para escolher um dos padrões como o representativo do CUB em sua região. No Paraná, o Sinduscon-PR optou por um edifício residencial de oito pavimentos e acabamento normal, designado pela sigla R8-N. O valor de seu orçamento é o divulgado como CUB oficial para o Estado. “O R8-N é o representativo do Paraná porque é o que mais se constrói e se aproxima de nossa realidade”, justifica o vice-presidente do Sinduscon-PR.

Fonte: Gazeta do Povo

Abaixo valores históricos do CUB-SC:

JAN

FEV

MAR

ABR

MAI

JUN

JUL

AGO

SET

OUT

NOV

DEZ

2007 Valor (R$)
889,54
890,00
791,50
792,88
797,30
  Variação (%)

0,20

0,067
0,17
0,56
2006 Valor (R$)
862,52
865,74
864,68
861,27
863,55
888,65
894,85
894,81
896,91
895,86
887,73
887,73
  Variação (%)

0,48

0,37
-0,12
-0,39
0,26
2,91
0,70
-0,004
0,23
-0,12
-0,87
0,87
2005 Valor (R$)
816,63
818,87
821,47
824,30
828,23
860,46
861,11
859,54
863,75
863,23
861,67
858,40
  Variação (%)
0,39
0,27
0,32
0,34
0,48
3,89
0,08
-0,18
0,49
-0,06
-0,18
-0,38

2004

Valor (R$)

737,58

737,82

743,30

747,64

755,98

775,41

779,87
795,79
800,14
807,56
815,94
816,63

Variação (%)

0,16

0,03

0,74

0,58

1,12

2,57

0,57
2,05
0,55
0,93
1,04
-0,39

2003

Valor (R$)

662,67

672,55

674,67

678,33

686,76

716,84

726,38

732,71

735,13

732,73

733,12

736,42

Variação (%)

2,10

1,49

0,32

0,54

1,24

4,38

1,33

0,87

0,33

(0,33)

0,05

0,45

2002

Valor (R$)

568,62

568,43

570,84

574,01

575,96

598,27

612,65

618,53

622,35

630,20

634,87

649,02

Variação (%)

0,70

0,67

0,42

0,56

0,34

3,87

2,40

0,96

0,62

1,26

0,61

2,36

2001

Valor (R$)

516,72

518,37

521,72

525,39

525,53

547,48

547,79

551,46

560,53

561,43

563,44

564,64

Variação (%)

0,79

0,32

0,65

0,70

0,03

4,18

0,06

0,67

1,64

0,16

0,36

0,21

2000

Valor (R$)

478,39

481,85

484,52

485,84

484,71

502,51

503,40

506,51

507,64

509,40

511,87

512,66

Variação (%)

0,98

0,72

0,55

0,27

(0,23)

3,67

0,18

0,62

0,22

0,35

0,48

0,64

1999

Valor (R$)

433,57

436,35

438,13

441,47

444,38

449,90

452,58

456,19

459,71

462,11

467,11

473,74

Variação (%)

0,68

0,64

0,41

0,76

0,66

1,24

0,60

0,80

0,77

0,52

1,08

1,42

1998

Valor (R$)

428,01

429,69

430,64

426,38

423,07

429,62

430,86

430,40

428,65

428,54

429,94

430,65

Variação (%)

0,09

0,39

0,22

(0,99)

(0,78)

1,55

0,29

(0,11)

(0,41)

(0,03)

0,33

0,17

1997

Valor (R$)

422,52

421,85

422,31

423,05

419,97

422,03

424,26

426,24

429,68

429,63

427,25

427,64

Variação (%)

0,27

(0,16)

0,11

0,18

(0,73)

0,49

0,53

0,47

0,81

(0,01)

(0,55)

0,09

1996

Valor (R$)

387,04

386,36

388,57

395,00

393,42

401,44

407,67

419,92

417,31

418,37

420,56

421,37

Variação (%)

1,93

(0,18)

0,57

1,65

(0,40)

2,04

1,55

2,02

0,33

0,25

0,52

0,19

1995

Valor (R$)

302,05

310,44

316,96

326,45

329,09

359,96

367,21

371,13

376,39

375,31

375,36

379,71

Variação (%)

3,57

2,78

2,10

2,99

0,81

9,38

2,01

1,07

1,42

(0,29)

0,01

1,16

Fonte: SINDUSCOM Florianópolis

 
UNSER HEIM | Contato: Thaíse Braz Zimmermann | tb@unserheim.com.br | 47 8415-2929