Aluguéis residenciais na cidade
de São Paulo ficaram estáveis em maio
De acordo com a Pesquisa Mensal de Valores de
Locação Residencial, realizada mensalmente pelo Secovi-SP
(Sindicato da Habitação) divulgada no final desta
segunda-feira, dia 14 de junho, o preço dos aluguéis
residenciais no mês de maio ficaram com seus valores estabilizados
em comparação a abril deste ano.
Por sua vez, ao se comparar os aluguéis
praticados atualmente com os vigentes há um ano, verificou-se
alta acumulada no período de 12 meses de aproximadamente
3,5%. A variação fica abaixo, portanto, da inflação
acumulada nos últimos 12 meses que variou entre 4,45% (IPC-FIPE)
e 7,97% (IGP-DI).
Segundo o vice-presidente de Locação
do Secovi-SP, Sérgio Luiz Abrantes Lembi, o fato dos aluguéis
terem subido menos do que a inflação apenase evidencia
que a locação residencial há muito tempo deixou
de ser a vilã da história no que se refere à
alta do custo de vida.
Imóvel com 2 dormitórios teve redução
de 0,4%
Segundo o estudo, enquanto os aluguéis das moradias de dois
quartos apresentaram redução de cerca de 0,4%, os
das unidades de três dormitórios tiverem pequeno crescimento.
Já as habitações com um quarto
não registraram alterações no custo dos aluguéis
na comparação com o mês anterior.
Volume locado caiu
A pesquisa indica ainda que a quantidade de imóveis locados
no período parece ter caído, já que 35% das
imobiliárias entrevistadas reportaram queda no volume alugado
em maio, apesar dos preços dos aluguéis estarem estabilizados.
Essa diminuição ocorreu principalmente
no segmento de casas e sobrados. Percentual semelhante das imobiliárias
manifestou que o volume de unidades alugadas desse tipo de imóvel
em maio foi menor do que o observado em abril.
Regiões Norte e Oeste de SP alugam mais
Aproximadamente 44% dos entrevistados declararam que houve aumento
do volume alugado pelas empresas das regiões Norte e Oeste
do município de São Paulo em relação
ao volume locado em abril deste ano. O fenômeno foi influenciado
pelo acréscimo de casas e sobrados locados.
Locação para estudantes
Segundo a pesquisa dentre as razões que explicam o aumento
no volume de locações na Zona Oeste estaria a proximidade
com a Universidade de São Paulo, o que favoreceu as empresas
da região que atuam na locação de imóveis
residenciais.
Manoel Virgínio do Carmo Neto, proprietário
há 10 anos da Lions Imóveis, que atua nas proximidades
da Universidade de São Paulo (USP) - Butantã, Pinheiros,
Rio Pequeno e Jardim Bonfiglioli - afirma que 35% de seus negócios
se viabilizam em função do público estudantil.
"Eles procuram apartamentos, de preferência
de um dormitório. Mas como existem poucos imóveis
deste tipo, acabam alugando pequenas casas", diz Carmo Neto,
arriscando um palpite: "O empreendedor que construir na região
uma torre com quatro apartamentos de um dormitório por andar,
exclusivamente para locação, vai ganhar muito dinheiro,
pois terá um mercado líquido e certo entre os alunos
da USP."
Segundo o dono da Lions, estudante é
o tipo de inquilino que não dá nenhum trabalho. "O
pagamento dos aluguéis não atrasa e quase não
há danos à residência, uma vez que os estudantes
ficam muito pouco tempo dentro de casa e viajam para suas cidades
de origem nos fins de semana. Tudo isso sem contar o tempo que permanecem
no imóvel, que dura em média sete anos, somando-se
o período normal dos estudos e os cursos de pós-graduação",
afirma.
Por: Salezia Sá InfoMoney -
15/06/04 - 10h40

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