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As tendências do mercado de imóveis e o comportamento da sociedade

Para se falar de tendências do mercado imobiliário é preciso alargar o campo de visão até encontrar o limite do comportamento da sociedade e descobrir que não existe limite, pelo contrário, existe uma fusão.

Portanto, o setor está atento às mudanças comportamentais da sociedade brasileira e a indústria da construção, englobando toda a cadeia produtiva, tem sido ágil em prospectar os novos nichos e criar produtos que a demanda solicita. A tendência do mercado imobiliário prefere a palavra diversidade de produtos e inovação senão, porque, a primeira constatação é que a expectativa de vida das pessoas vem aumentando juntamente com a qualidade de vida, isto é, com mais saúde, pessoas aproveitam as alternativas de lazer, que reflete até nos mais novos de idade e que, em função desta constatação, prevêm o futuro com ótica diferente de até então.

O mercado imobiliário está cada vez mais integrado ao mercado de capitais. É uma realidade o número de pessoas físicas (classe média, inclusive) que compra para investir, para ter rendimentos assim como aumenta o número de pessoas que moram sozinhas em residencias individuais. Ainda no segmento de moradia individualizada a indústria da construção acentua sua recém-descoberta e grande filão denominado residencial para a terceira idade. Seus moradores são favorecidos por uma qualidade de vida impensada há pouco tempo. A parte recreativa interna foi planejada com tantos detalhes que a própria construção é diferenciada e as dificuldades do idoso atendida no seu dia-a-dia. A parte recreativa externa, bem como de assistência médica prevê viaturas van como parte do empreendimento.

Na sequência, o setor do mercado que abranje empreendimentos ligados ao turismo cresce para todos os lados do País. Para o interior do estado, com hotéis mais econômicos, para o sul e cidades maiores ou capitais com variedade de serviços a oferecer, atendendo população economicamente ativa e presente no crescente turismo de negócios. E para o nordeste os resorts, sofisticados, que atendem ao maior apelo turístico que é a trilogia areia, mar e sol. Ainda no interior de vários estados, antigas e tradicionais fazendas transformam-se, remodelam-se, formam parcerias de atendimento hoteleiro ou de investimento compartilhado no segmento de turismo rural com seu marketing cada vez mais acentuado, com construções arquitetônicas especiais. Para os residenciais ganha força os horizontais, tanto que inúmeros empreendimentos são oferecidos pelas cidades do interior. No interior do estado se contrói com velocidade de capital. O computador favoreceu empresários que não sentido mais a barreira da distância, conseguem conciliar local de moradia de sua preferência quanto ao clima, modalidade de residência, etc, com local de trabalho.

Para tudo isso existe linha de crédito, tanto para o empreendedor/construtor quanto para o comprador, o que precisa é afinar a adequação para cada situação com linha de crédito do Banco do Brasil para hotéis e pousadas e BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento) para financiamento produtivo do setor da industria da construção com influência, sem dúvida, do sistema americano conhecido como “smart growth” (crescimento inteligente) em substituição ao crescimento sustentado. Forte e definida tendência do mercado para residências populares.

Não se trata de uma nova classe social que surge. É a mesma classe C que, tendo melhor acesso ao estudo e mais qualificação profissional, está exigindo que as casas populares mereçam melhores projetos. A demanda represada é tão grande e a velocidade de comercialização é tão promissora que tradicionais construtoras de empreendimentos sofisticados estão direcionado suas forças para esse segmento. Linhas de crédito para construção de moradias de baixa renda estão no Programa de Arrendamento Residencial (PAR - financiamento até R$ 20 mil), Carta de Crédito Associativo (até R$ 45 mil) e Programa Demanda Caracterizada (Prodecar - até R$ 70 mil). As construtoras podem optar como incorporadoras/construtoras recebendo crédito da CEF , bancos privados ou autofinanciamentos ou como empreiteiras, prestadoras de serviços para programas federais (PAR) ou estaduais (CDHU) e municipais (COHAB).

O que se constata, portanto, é que a tendência do setor é para um leque de opções para quem deseja investir e diversidade de produtos porque o mercado comprador assim está pedindo bem como a constatação de que cada segmento dessa diversidade está oferecendo empreendimentos com público-alvo bem definido. Não é sem motivo que para situações de mixed use são realizadas parcerias de empresas de curriculuns invejáveis em cada um dele.

Por: www.imobvanzella.hpg.ig.com.br/noticias.htm


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