Consórcio de imóveis: uma
boa alternativa
O consórcio costuma ser menos burocrático
na hora de conceder crédito do que os bancos. Uma pessoa
que trabalhe na economia informal e que não tenha como comprovar
uma renda mensal através de holerite, tem que cumprir várias
exigências das instituições financeiras: documentação
e até gastos com avaliação.
Outra vantagem do consórcio de imóveis é que
eles comprometem menos renda. Segundo um estudo do vice-presidente
da Associação Nacional dos Executivos de Finanças,
Administração e Contabilidade (Anefac), Miguel Ribeiro
de Oliveira, quem optar por um consórcio ao invés
de financiar a casa própria consegue uma economia de até
60%.
É bom lembrar, porém, que o consórcio também
tem suas desvantagens. A primeira delas é que, quem não
tiver dinheiro para tentar um lance, terá de contar com a
sorte. E aí, tanto se pode ser sorteado logo na primeira
vez, quanto ter de esperar anos a fio. E, nesse caso, arca-se também
com as despesas do aluguel. Assim, quem precisa sair do aluguel
rápido, normalmente opta pelo financiamento, apesar de mais
caro.
O consórcio é um péssimo negócio para
quem desistir no meio do caminho. O dinheiro pago só volta
para o consorciado que desistiu no fim do grupo. Assim, se a pessoa
optar por um consórcio de 120 meses e desistir logo no começo,
vai ter de esperar dez anos para receber o dinheiro de volta, corrigido
pelo mesmo índice que corrigiu as prestações.
Dica - Quem precisar sair do
grupo antes de terminar o consórcio deve tentar vender a
cota. Nesse caso, a pessoa recebe na hora o que já gastou.
Por: Sophia Camargo e Tania Franco
Sena

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