Negociação é
a saída para renovar o aluguel
O indexador que reajusta a maioria dos aluguéis
encerrou o ano passado acima de alguns índices usados para
medir a inflação. Por isso, parte dos inquilinos,
na renovação dos contratos, tem buscado a negociação.
Para os que forem alugar um imóvel, a alternativa é
pesquisar e comparar preços. Os valores variam de acordo
com o tipo do imóvel e, em alguns casos, os reajustes podem
chegar a até 12%. Como nesta época do ano aumenta
a procura, os consumidores devem ficar atentos às ofertas.
O presidente do Sindicato das Imobiliárias
e Condomínios do Rio Grande do Sul (Secovi), Moacyr Schukster,
afirma que os valores médios dos aluguéis aumentaram
1,44% em 2004 sobre o ano anterior. Neste ano, o reajuste deverá
ser superior, conforme o imóvel. Apartamentos de um, dois
e três dormitórios deverão ficar entre 3% e
10% mais caros para o consumidor. Quem for renovar os contratos
terá pela frente o IGP-M da Fundação Getúlio
Vargas, indexador usado pelo setor, e que encerrou 2004 em 12,4%.
Apesar dos aumentos registrados no valor dos aluguéis,
a velocidade com que os imóveis estão sendo alugados
deixa o setor animado. Em 2003, um imóvel levava, em média,
8,3 meses para ser locado; no ano passado, a demora média
atingia 7,32 meses. A expectativa para este início de ano
é de queda ainda maior. Se repetir os meses de janeiro, fevereiro
e março do ano passado, o tempo médio de espera deverá
cair para 4,67 meses. Atualmente, o estoque de imóveis no
mercado é de 6.631, sendo 3.603 residenciais, 2.648 comerciais
e 380 de outros tipos. A média dos últimos 12 meses
foi de 7.013 unidades disponíveis no mercado.
O perfil dos que procuram moradia nesta época
não mudou muito. A maioria é de estudantes que prestam
vestibular na Capital e que depois se estabelecerão na cidade.
Também neste período as famílias aproveitam
as férias escolares para mudar de endereço. É
preciso ficar atento aos detalhes dos contratos para evitar problemas
futuros.
As imobiliárias garantem que a locação
ficou menos burocratizada. Isso não significa menos segurança,
afirma Schukster, mas houve o surgimento de facilidades para os
locatários, entre elas o seguro-fiança, a caução
hipotecária e a possibilidade de utilização
dos títulos de capitalização. Todas as alternativas
servem de garantia para firmar os contratos. 'Estamos acompanhando
o mercado, nosso negócio é facilitar a vida do inquilino',
ressalta ele. O diretor de uma imobiliária da cidade, Dorocy
João Pereira, defende o uso do bom senso para manter o bom
inquilino, mesmo que isso signifique um reajuste menor do que consta
no contrato de aluguel. 'Nós temos de estar sensíveis
ao mercado', argumentou.
Fonte: Correio do Povo

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