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Financiamentos

Abaixo alguns tipos de financiamentos mais usados na compra de imóveis:

Consórcio de imóveis

Para quem desconhece o sistema, ele funciona da mesma forma que o consórcio de automóveis: as pessoas que pretendem comprar um imóvel, mas que não possuem dinheiro suficiente, se juntam de forma a comprar um apartamento por vez para uma delas. Cada mês que passa, um imóvel é comprado e um integrante do grupo é sorteado e beneficiado com o seu imóvel.

A grande desvantagem do consórcio reside no fato de que, ao contrário do financiamento, onde você tem a posse do bem imediatamente, você precisa esperar até ser sorteado. Portanto, o consórcio pode não ser recomendado para quem não pode esperar muito tempo para comprar o imóvel. Em contrapartida, você não paga juros, mas apenas uma taxa de administração, que varia entre 12% e 15% sobre o valor do imóvel, para a empresa que administra o grupo de consórcio.

Dependendo da administradora, também é cobrada uma taxa de fundo de reserva, que é destinada a formar uma reserva para evitar perdas aos consorciados em caso de desistências ou inadimplência de qualquer participante do consórcio. Por último, também é possível cobrar uma taxa de adesão, que nada mais é do que uma antecipação da taxa de administração e por isso mesmo deve ser deduzida das taxas de administração cobradas mensalmente.

Títulos de capitalização imobiliária

Os novos títulos funcionam como uma poupança programada, em que o investidor faz depósitos mensais com o objetivo de comprar um imóvel. Contudo, ao contrário do que acontece como uma poupança programada normal, nos novos títulos também existe a possibilidade de sorteio mensal. Desta forma, todos os meses você deposita uma certa quantia que é corrigida pela poupança ou pela TR, ao mesmo tempo em que participa de sorteios.

Assim como nos consórcios, você tem direito a um sorteio mensal, de forma que se você for sorteado é possível reduzir substancialmente o prazo de compra do imóvel. Nos novos títulos de capitalização o prazo máximo é de 120 meses, abaixo, portanto, do que acontece em alguns consórcios onde o prazo de duração pode chegar a 180 meses.

Também como nos consórcios, a grande vantagem dos novos títulos frente aos financiamentos imobiliários reside na redução dos custos, já que você não paga juros. Nos novos títulos também não há cobrança de taxas, de forma que seu único custo são as prestações mensais, ajustadas somente a cada doze meses com base na variação do IGP-M.

Porém, o erro mais comum entre os interessados na casa própria é considerar que os títulos de capitalização são uma boa alternativa de investimento. Isso não é verdade. Você obtém ganhos muito maiores se aplicasse mensalmente o valor das prestações em um fundo de investimento.

Cooperativas habitacionais

Bastante conhecido pelas camadas baixas da população, o sistema de cooperativas habitacionais vem ganhando espaço na classe média e até mesmo em segmentos de alto poder aquisitivo no Brasil. O motivo do aumento das cooperativas nos últimos anos é a tentativa de fugir dos financiamentos e de intermediários, que costumam encarecer demasiadamente a aquisição da casa própria. A ausência de juros e de incorporadoras é vista como uma vantagem pelos cooperados, porém é preciso analisar bem o negócio antes de partir para o empreendimento.

Para formar uma cooperativa, basta juntar pelo menos 20 pessoas e dar início às obras. Deixado de lado o esquema burocrático, o modo de funcionamento das cooperativas habitacionais é relativamente simples. São os próprios membros que coordenam a obra e, portanto, são responsáveis pelo andamento e gerenciamento de todo a construção.

O sucesso de uma cooperativa está intimamente ligado à gestão do grupo, que em geral administra sozinho o empreendimento. Alguns deles chegam a contratar o serviço de um consultor para ajudar na administração financeira do negócio. Quanto maior o valor do imóvel, mais cuidado você deve ter ao assinar o contrato. Ilustrando o maior interesse da classe média por este tipo de alternativa está o fato de que algumas cooperativas no Brasil possuem imóveis de até R$ 400 mil, o que sugere um poder aquisitivo mais elevado de seus participantes.

Financiamento imobiliário

Como a obtenção de um financiamento nem sempre é uma tarefa fácil, recomenda-se que o comprador não assine qualquer "Compromisso de Compra e Venda" antes de confirmada a obtenção do seu financiamento. É exatamente por isso que muitas pessoas só começam a procurar o seu imóvel depois de ter um financiamento aprovado.

Resolvida a dificuldade com a papelada, resta o problema dos custos envolvidos com um financiamento. Mas como escolher o melhor financiamento, as menores taxas e maiores prazos? Esta certamente é uma tarefa bastante difícil, pois com o forte aumento dos juros em 2001 muitos bancos preocupados com o aumento da inadimplência tornaram-se mais exigentes na concessão de crédito, reduzindo não só o prazo de amortização, ou quitação do saldo devedor, como os chamados limites de comprometimento de renda.

Atualmente existem basicamente duas formas distintas de financiamento imobiliário: o Sistema Financeiro Habitacional (SFH) e a Carteira Hipotecária (CH). Entretanto, como mencionamos acima, alguns bancos optaram por não oferecer novas linhas do SFH.

Fonte: InfoMoney

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