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Um erro bastante comum entre as pessoas que estão
procurando por imóvel é deixar para a última
hora para providenciar toda a documentação necessária
para levantar um financiamento imobiliário.
É verdade que você já
tem conta no banco há mais de dez anos, que já falou
com o seu gerente, que obviamente lhe garantiu que tudo vai ser
resolvido de forma rápida e eficiente, mas mesmo assim cabe
a você se certificar de que todos os documentos necessários
estão em ordem.
Quando o financiamento atrasa
Já pensou a frustração de
encontrar o imóvel dos seus sonhos e perdê-lo para
um concorrente porque o seu financiamento não saiu a tempo?
Para evitar situações como esta, você deve entrar
em contato com o seu banco, ou aquele em que pretende levantar o
financiamento, para pesquisar custos, condições e
prazos de concessão.
Lembre-se que o seu gerente pode ter garantido
que o financiamento sairia, mas não é ele quem dará
a decisão final e você pode acabar tendo seu financiamento
negado, ou apenas parte do valor que precisava liberado. Somente
após ter tido o seu crédito pré-aprovado é
que terá certeza absoluta de quanto poderá gastar
com o imóvel. Ter o crédito pré-aprovado não
significa levantar o financiamento e começar a pagar juros,
mas apenas ter a certeza de que terá o dinheiro quando precisar,
desde que é claro sua busca pelo imóvel não
demore demais e as condições de mercado mudem significativamente.
Etapas do financiamento
O processo de se levantar um financiamento imobiliário
é demorado simplesmente porque envolve várias pessoas
e etapas. Apesar dos processos em cada um dos bancos não
ser exatamente igual, pode se dizer que de maneira geral eles incluem
os seguintes passos:
1) Proposta de financiamento
A primeira coisa a fazer é preencher e
enviar a sua proposta de financiamento ao banco, os formulários
em geral estão disponíveis nas próprias agências.
2) Análise do seu crédito
Com base nos dados da sua proposta, o banco fará
uma análise da sua capacidade de pagamento, isto é,
se você realmente tem condições de arcar com
os custos deste financiamento ou vai acabar fazendo parte do crescente
grupo de inadimplentes. Além do formulário você
provavelmente terá que apresentar outros documentos comprovando
as informações que constam da proposta, como holerite,
extrato bancário, comprovante de residência, etc. Em
alguns casos é também é exigida a declaração
de imposto de renda.
Nos financiamentos é possível incluir
a renda do cônjuge, do noivo ou dos companheiros em união
estável poderão compor suas rendas no pedido de financiamento.
A soma das rendas obtidas será usada para calcular o percentual
de comprometimento de renda. Vale lembrar que os bancos permitem
a soma das rendas, mas em geral exigem um mínimo individual.
O Unibanco, por exemplo, exige que pelo menos um dos proponentes
ao financiamento tenha renda superior a R$ 2.400,00.
3) Avaliação do imóvel
O seu banco deve enviar um especialista para
vistoriar e elaborar um relatório de avaliação
do imóvel no qual você está interessado. O valor
estimado na avaliação vai servir de parâmetro
para determinar o valor do seu financiamento, além de determinar
se o imóvel preenche os requisitos do financiamento, como
não exceder o valor limite de financiamento, etc.
4) Documentação
Uma vez determinado o valor do imóvel
e confirmada sua capacidade de arcar com os encargos do financiamento,
começa finalmente a etapa de coleta de documentos. Concluída
a avaliação do imóvel você receberá
uma relação dos documentos necessários para
o andamento do processo, como documentos e certidões do vendedor,
do imóvel e do comprador, por exemplo.
Esses documentos serão usados pelo seu
banco para análise jurídica do vendedor e do imóvel,
avaliação do imóvel e requisição
do FGTS à CEF, caso você tenha optado por usar os recursos
do FGTS na compra do seu imóvel. Se não há
utilização de FGTS, seu banco vai precisar de 10 dias
úteis para a análise e conferência dos documentos,
caso contrário, serão necessários cerca de
15 dias úteis. Além disso, você terá
de arcar com as despesas de avaliação do imóvel,
e em alguns casos com as despesas jurídicas.
5) Análise jurídica
Assim que houver providenciado toda a documentação
necessária começa o que chamamos de análise
jurídica do financiamento, pois não basta você
ter condições financeiras de comprar o imóvel
e este estar em linha com as especificações do financiamento.
É preciso analisar se a documentação do imóvel
e do vendedor estão corretas. Somente através da análise
jurídica que o banco confirma que não há riscos
na compra do imóvel.
6) Assinatura e Registro do Contrato
Se não forem encontradas restrições
jurídicas na análise dos documentos e na avaliação
do imóvel, o seu banco emitirá um contrato particular
de compra e venda com financiamento, que tem força de escritura
pública. Depois que você e o vendedor assinarem o contrato,
você terá de tomar as seguintes providências:
- Pagar o Imposto de Transmissão de Bens e Imóveis
(ITBU), que a alíquota fixada pelos municípios;
- Levar o contrato para o Cartório de Registro de Imóveis,
para registrar a efetivação da compra.
7) Liberação de recursos
Concluídas as etapas acima você
deverá enviar uma via do contrato registrado para que o seu
banco libere o financiamento ao vendedor. Em geral, isso é
feito através de depósito em conta corrente, ordem
de pagamento ou DOC, em até três dias úteis
após o recebimento do contrato registrado.
Agora que você já tem uma noção
mais clara das etapas e processos envolvidos na hora de levantar
um financiamento imobiliário, já está pronto
para fazer o mais difícil de tudo isto: pesquisar no mercado
as melhores taxas e prazos de financiamento. Como em geral se tratam
de valores altos, é preciso cuidado para não acabar
entrando em um financiamento que compromete o seu orçamento
futuro.
Fonte: InfoMoney |